quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Vistos e afins

Antes de vir para a Tailandia  não tinha nada preparado, além de um guia virtual que comprei pelo Lonely Planet, estilo i-book, e a vacina de febre amarela exigida para obter o visto no aeroporto. Essa última perdi em algum lugar da Europa, onde estava mochilando antes de vir para o sudeste asiático.

Quando me dei conta da perda entrei pânico, aliás, já estava apavorada com meu despreparo total para uma viagem desse calibre, cuja intenção é passar no mínimo 6 meses, principalmente por ser mulher desacompanhada. Não estudei sobre o país, não procurei obter informações pela internet, não procurei pessoas que já haviam ido. A única coisa que planejei, a tal vacina, perdi o comprovante!

Com medo de ser barrada no aeroporto por não ter a tal vacina, comecei a colher informações na internet, não vi nenhum depoimento do tipo, ″dormi 5 dias no aeroporto tive que voltar para o Brasil por não ter a vacina″! Em tese ela seria desnecessária, porque eu já estava há quase dois meses na Europa, onde não existe o tal do aedes egypti, eita nome fino pra esse mosquitinho modorrento! 

Na dúvida mandei um e-mail para embaixada do Brasil em Dublin, na Irlanda,  que por sinal trabalhou direitinho, eles pedirem meu nome completo, pegaram com a Anvisa um certificado da minha carteira de vacinação, e pronto. Esse tramite demorou uns quatro dias. Caso você não tenho tanto tempo, eu sugiro que procure um “travel doctor“, existem vários na gringa e eles estão lá justamente para vacinar esses loucos aventureiros que se enfiam em lugares exóticos e remotos.

Imbuída pel espírito de aventura, combinado com um puta cagaço e quase nenhuma certeza, além meu mochilão com uns 15 quilos, mais uma mochilinha bem da pesada, e uma bolsa, lá fui em esperar o tal do avião. E não é que hora de embarcar implicaram porque eu só tinha passagem de ida! Pensei comigo: Ah amigo, tu me desculpa, mas não vou comprar outra passagem agora só pra entrar nessa tal dessa terra do Tai. Expliquei que era mochileira e tals, ia visitar outros países vizinhos. Fui liberada.

Depois de um voo de 11 horas, desconfortável e intenso, cheguei. Me encaminhei direto para a área de saúde, pois tinha lido que os brasileiros precisam passar lá primeiro por causa da tal vacina, orgulhosa mostrei o papel amarelo horroroso, dessa vez grampeado no meu passaporte! Um tailandês simpático me pediu para preencher uma ficha, ele mal falava inglês. Estava preenchendo com muito esmero quando ele disse, “não leve tão a sério“! Nesse momento eu pensei que talvez não precisasse da tal vacina.

Ainda no aeroporto troquei umas notas de dólar pelo baht, o dinheiro tailandês. Geralmente o cambio no aeroporto é melhor que na cidade. Aproveitei e comprei um chip por 500 bahts aproximadamente, uns 50 reais, que me dá direito a internet irrestrita e algumas chamadas telefônicas durante 30 dias. Até agora o serviço tem sido impecável, não tenho problema algum em achar conexão e todas ás vezes que precisei fazer ligações não fiquei na mão. Aprovado! 

Também tem uma trem que liga o aeroporto a cidade, é super barato e funciona bem, acredito que seja melhor opção caso não queria recorrer a um táxi, ouvi dizer que ás vezes a fila do táxi é gigante. Pegue o aeroport link para Payathai station.  

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