quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ko Tao: A ilha dos mergulhadores


Ko Tao ultimamente tem sido a queridinha de muitos mochileiros na Tailândia. Apesar de ser conhecida como ilha dos mergulhadores por excelencia, o lugar  atrai muitos outros tipos de turistas graças aos seus encantos naturais e a hospitalidade dos locais. Lá finquei minha ancora por um mês. 

Por ser pequena é muito fácil conhecer pessoas e se locomover. Como meu intuito era mergulhar fiquei hospedada no terceiro lugar menos populoso de lá, Chalok Bay, numa pousada chamada Tropicana, vizinha a minha escola de mergulho, Buddha View. 

Na varanda do meu quarto, driblando mosquitos.

Tropicana Guest House

O fato de ter muitos mergulhadores torna tudo mais atraente, existe algo de charmoso nessa profissão. São pessoas geralmente atléticas que amam a natureza e os animais, têm um estilo de vida dinâmico e geralmente estão em alta freqüência, pois poucas coisas são tão interessantes quanto conhecer o fundo do mar e seus misteriosos encantos e morar em ilhas paradisíacas.

A Tailândia é um dos lugares mais baratos do mundo para mergulhar, apesar de ser um esporte caro, ele sai um pouco mais em conta por aqui, de 30 a 50% mais barato que no brasa. E em Ko Tao quem fizer o curso de mergulhador profissional pode mergulhar por um ano de graça, ou seja, o sonho de consumo de qualquer aprendiz. Pessoas do mundo todo vão lá em busca disso, bem como neófitos querendo se aventurar na arte de respirar através do cilindro, enchendo assim as escolas de dinheiro ao redor da ilhota.

O lado ruim dessa história é que Ko Tao tem crescido muito, o que ás vezes acaba inflacionando os preços, deixando as praias mais sujas, os lugares para mergulhar ficam muito concorridos, danificando o meio ambiente. O Tsunami também foi responsável pela motte de alguns corais. 



Os Tailandeses não são muito chegados em água, nadar,  muito menos mergulho, o que torna a profissão um terreno fértil para os estrangeiros encontrarem oportunidades de trabalho como instrutores. 

Até mesmo snorkling reserva boas surpresas por lá, tive a sorte de ver uma tartaruga bem grande e em outra ocasião um tubarão pequeno (foto da praia onde vi o tubarão).

Praia Sae Deng, ilha ao fundo Shark Island.

Claro que olhar um tubarão é algo fascinante e amedrontador. Uma sensação única. Era um tubarão pequeno, então fiquei pensando que talvez sua mãe estivesse por perto, foi ai que descobri algo impressionante sobre a espécie. 

A maioria dos tubarões começa a seleção natural dentro da barriga de sua progenitora. Primeiro comem os embriões mais fracos, depois os irmãozinhos menores, de modo que aqueles que vêm ao mundo já são soberanos merecedores do topo da cadeia alimentar e ganham independência imediatamente. Alguns são ovíparos, mas minoria.
Nemo, engraçadinho e ousado.


Shark Bay

Ao contrário do que pensamos apenas 10% das espécies representam perigo ao homem. Esse mesmo que eu vi em Ko Tao é inofensivo, come apenas peixes pequenos, mesmo assim ao vê-lo meus pés de pato ficaram subitamente motorizados.

Acabei fazendo o curso de mergulho avançado em Ko Tao, o que me torna apta a mergulhar numa profundidade de até 30 metros, além de mergulhos em navios naufragados e aulas de navegação. 

O mergulhos durante a noite também são fascinantes, pois podemos ver algumas espécies que têm hábitos noturnos, a maioria dos peixes dorme, ou melhor, entra em estado de repouso. Param de nadar e vão para o fundo do mar, ficam nas pedras ou atrás de alguma vegetação, já pela manhã  estão full power, dando piruetinhas coreografadas com o cardume. Mas a galerinha que fica acordada é bem exótica. Como por exemplo esses carinhas das fotos abaixo que tive a honra de conhecer. (fotos extraídas da internet).

Arraia das pintas azuis




Cuttley fish, espécie de polvo.

Os planctos ficam fluor e águas vivas gigantescas podem ser vistas. Muitos cores ficam mais bonitas á noite, e inclusive é o melhor horário para tirar fotos.

Outro ponto que favoreceu demais minha estadia em Ko Tao foi ter feito amizado com a galerinha do estúdio de Bamboo Tatto. 



É o seguinte, na Tailândia existe um método tradicional de tatuagem na qual é preparado um pedaço de bamboo com um agulha na ponta, o efeito fica bem bacana e é mais superficial que a máquina eletrônica, por isso doi menos. A galera pira e todo mundo quer fazer. É super higiênica, eles preparam a agulha só para você e te dão de presente no final da sessão.





O pessoal do estúdio é bem legal, está sempre um clima de festa, com cerveja e música, todo mundo passa por lá, é sem dúvida um ponto de encontro.


Foi minha mais profunda imersão na culture tai até agora. Pude conviver com o povo e entendê-los um pouco, apesar do entrave da língua. Fomos até em um karaokê uma noite. No mais, tinha um holandês morando lá como aprendiz que fazia a ponte com os estrangeiros e ficamos amigos.

Artista mor do estúdio

Dupla sertaneja tai

Daniel, holandês gente fina!!!







E só para ter uma ideia de como o mundo é pequeno conheci uma alemã em Ko Tao que tinha um amigo brasileiro. E não é que eu conheço o tal amigo! É o Marcos, eles se conheceram em Byron Bay, onde eu também o conheci. Acabamos ficando amigas e vez ou outra alugavamos o carrinho da foto abaixo para explorar novas praias!







Por último mais algumas fotinhas dessa adorável ilhota e até a próxima! Ah, tem também esse mimo de lagartinho amado que estava morando no meu quarto!

Freedom Beach
Galo galante


Lagarto amado!!!



Swadicaaaaaa!!!!!!!



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Curiosidades Tailandesas parte I

Esse espaço será dedicado aos aspectos curiosos, bizarros, choques culturais e outras surpresas que valham a pena ser compartilhadas.

Creme para clarear a pele

Desde que cheguei aqui vejo pessoas com creme no rosto, uma espécie de máscara num tom branco, algumas meio amareladas, tanto homens quanto mulheres e até crianças! No começo pensei que se tratava de protetor solar, mas fiquei sabendo que aqui na Tailândia, bem como em muitos outros países asiáticos, eles têm horror a pele bronzeada por  ser sinal de pobreza. Quanto mais branco mais rico, pela lógica cultural deles. Faz sentido, pois quem tem dinheiro não precisa trabalhar debaixo do sol, compreende? 


Esses cremes prometem embranquecer a pele e torná­­­­-la mais uniforme, com um pouco de sorte quem sabe até começa a pintar mais dinheiro no seu bolso, rs. A neura pela pele branca é tanta que a maioria dos comerciais de TV (vídeo abaixo) tenta vender produtos que garantem um tom mais pálido. 



Ping pong show

Essa promete ser uma das experiências mais bizarras, ainda não tive a oportunidade de conferí-la, pois esse show é comum em Pucket e não estou disposta a ir até lá, pois ouvi dizer que é uma babilônia praiana, onde impera o turismo sexual orquestrado pela máfia russa.

Nesse espetáculo que tem tudo para ser inesquecível e o protagonista se chama músculo vaginal, a prática do pompuarismo é levada as últimas conseqüências. Algumas mulheres arremessam bolas pela vagina, bananas, retiram correntes e facas da perseguida, e pasmem, até camarões saem voando de dentro de suas fendas. Pobres crustáceos. 

Parece que o público feminino na platéia vai a loucura, aplaude, grita, bate palma. São elas que mais se divertem. Os homens ficam meio aterrorizados com medo de terem seus membros devorados por aquelas vaginas dentadas.

Geralmente não cobram entrada, mas te obrigam a consumir um drinque que custa no mínimo 500 baths, uns 40 reais.

É super proibido tirar fotos, filmar ou qualquer outro tipo de registro que não seja o da memória, esse com certeza persistirá.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mais Ko Phangan

Continuando a séria, praias de Ko Pangan, aqui vão mais algumas dicas, todas no sentido norte da ilha, que podem ser visitadas de moto táxi, scooter, ou táxi boat.

Outra pico que acabei ficando alguns dias hospedada num bangalô na mesma linha pé na areia foi em Cholaklam, local rodeado por uma simpática vila de pescadores com alguns mercadinhos, restaurantes e bares. Paguei cerca de 23 reais o pernoite.
Ao lado do meu chalézinho ficava o restaurante do resort. Ah, tudo aqui eles chama de resort, portanto amplie desde já seu conceito de resort, na Tailândia ele vai de um simples bangalô até um 5 estrelas. No caso o meu chama North Beach, no inglês Tai é Nó Bit, repita comigo, Nó Bit, rs.
No restaurante do Nó Bit são servidas generosos porções no melhor estilo Tai, ou seja, apimentadas, além de massas e hambúrgueres, para não desapontar os paladares mais ocidentalizados.



Restaurante do resort North Beach
Por do sol em Cholaklam

mascote do Nó Bit




De Cholaklam fiz um passeio até Bottle Beach, a tradução seria praia das garrafas, segundo me disseram a praia era bem suja pelos tais recipientes. Felizmente não vi nenhuma. Espera que seja um apelido ultrapassado.

O único acesso a Bottle Beach é de barco, também existem alguns chalés para alugar, mas o lugar, sobretudo na baixa estação é bem tranquilo e isolado, após as 22 horas não tem mais energia. Ideal para quem quer ler e ficar na sua.
E não é que o barqueiro tem pinta de modelo!


Bottle Beach



Cachoeira da botttle beach vista do barco

Enquanto estava em Cholaklam fiz amizade com um australiano de Perth, chamado Ben, que me acompanhou no passeio de Bottle Beach e me convidou para conhecer a praia e o resort, esse sim bem chique, onde estava hospedado no dia seguinte. Acabei num combo praia, cachoeira e fim de tarde no famoso por do sol da bar Amsterdã. 


Ben, australiano gente fina.


Ben´s beach





galerinha relaxando no Amsterdã bar



e a noite cai
E pra terminar o post Ko Panghan decidi finalmente testar minhas habilidades na motorbike. Depois de conhecer uma turista que estava dirigindo pela primeira vez e adorando, ver uma criança dirigindo!!!!!!, inúmeras mulheres e tudo mais, achei que deveria tentar, até porque a ilha é grande, táxi é caro e o melhor jeito de explorar o território é a tal magrela motorizada, além do que, as estradas, ao menos nessa época do ano, são bem tranquilas.

A sensação do vento no rosto, velocidade e estrada rodeada de coqueiros é indiscritivelmente libertadora, no entanto, minhas habilidades são indiscutivelmente ruins. Saldo final: alguns tombos, alguns machucados, gasolina acabando no meio da estrada, felizmente um bom samaritano trouxe um pouco para me tirar do sufoco, e um prejuízo de 130 reais para os reparos na moto. O que a meu ver foi um preço camaradissíma. Quem me conhece sabe, dei uma bela detonadinha no material. Uma amiga minha por muitooo menos teve que pagar o triplo!  Ah, ao menos conheci essa outra maravilha de Ko Panghan chamada Haad Salad. 


Haad Salad










Elefante na beira da estrada



Até o próximo post. Fui!!! (só que não de moto)

sábado, 8 de novembro de 2014

Ko Phangan

foto extraída da internet
A palavra Ko Phangan na internet inevitavelmente estará associada a Full Moon Party, ou festa da lua cheia. A famosa balada teve início algumas décadas atrás, em 1985 ou 86, não se sabe ao certo, quando um grupo de amigos elegeu a lua vista da ilha a mais bonita da Tailândia e resolveu fazer uma festa. Acabou também inspirando o livro A Praia, posteriormente filmado por Di Caprio.

De lá para cá o evento ganhou popularidade incomensurável e nas altas temporadas chega a receber 40 mil turistas dispostos a pintar o corpo com tintas coloridas, usar camisetas que brilham no escuro e dançar até o amanhecer sob efeito de álcool, drogas ou o tradicional milk shake de cogumelos mágicos.  A festa acontece na praia de Haat Hin, que graças ao evento é o lugar onde há mais mochileiros em Ko Phangan.

Na verdade a ilha tem muito mais a oferecer.  Mostrarei aqui alguns bons motivos para vistá-la! As duas concentrações de pousadas de Ko Panghan, que por sinal é bem grande, estão em Haat Rin e Tong Shala.  No entanto, a meu ver,  nenhuma das duas contempla o que espero da ilha.

Rumo ao norte

Em direção ao norte é possível encontrar as paisagens mais
selvagens, praias tranquilas, águas calmas, sombra e coco fresco. A estrada não é muito movimentada, há coqueiros por todos os lados e muita floresta tropical. Tampouco faltam opções de bangalôs para passar uma noite ou mais deitado em uma rede em frente ao mar, contemplando a famosa lua da ilha. A maioria das praias é bem democrática, oferecendo acomodações desde simples e baratas, com ventilador,  em torno de 20 a 30 reais um quarto duplo,  a mais caras e sofisticadas, com ar condicionado ou resorts. 

Ar condicionado nessa época de chuvas é desnecessário, para se ter uma ideia eu desligo o ventilador de tão frescas que são as noites. Ótima oportunidade para dar uma folga ao meio ambiente e ao seu bolso.

Muito difícil elencar as praias mais bonitas, não me incumbirei dessa ingrata missão, no entanto postarei alguns fragmentos de paraísos, assim você decide qual irá, ou talvez todos.

HAAD MAEW - Ko Panghan


Curiosa para dar o fora do meu bangalô, que ficava em Tong Shala e buscando entender a fama da ilha por ter praias bonitas peguei um táxi até Haad Maew, no extremo norte. Aproximadamente 30 minutos da onde estava. Já no caminho comecei a realizar que a coisa ia ficando cada vez mais verde.  Chegando lá gostei tanto do que vi que acabei decidindo passar duas noites no bangalô abaixo.
Bangalô 



Bangalô por dentro, conforto da simplicidade

Luzes do restaurante


Vista do bangalô 




bangalôs mais caros, com ar condicionado.