segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Curiosidades Tailandesas parte I

Esse espaço será dedicado aos aspectos curiosos, bizarros, choques culturais e outras surpresas que valham a pena ser compartilhadas.

Creme para clarear a pele

Desde que cheguei aqui vejo pessoas com creme no rosto, uma espécie de máscara num tom branco, algumas meio amareladas, tanto homens quanto mulheres e até crianças! No começo pensei que se tratava de protetor solar, mas fiquei sabendo que aqui na Tailândia, bem como em muitos outros países asiáticos, eles têm horror a pele bronzeada por  ser sinal de pobreza. Quanto mais branco mais rico, pela lógica cultural deles. Faz sentido, pois quem tem dinheiro não precisa trabalhar debaixo do sol, compreende? 


Esses cremes prometem embranquecer a pele e torná­­­­-la mais uniforme, com um pouco de sorte quem sabe até começa a pintar mais dinheiro no seu bolso, rs. A neura pela pele branca é tanta que a maioria dos comerciais de TV (vídeo abaixo) tenta vender produtos que garantem um tom mais pálido. 



Ping pong show

Essa promete ser uma das experiências mais bizarras, ainda não tive a oportunidade de conferí-la, pois esse show é comum em Pucket e não estou disposta a ir até lá, pois ouvi dizer que é uma babilônia praiana, onde impera o turismo sexual orquestrado pela máfia russa.

Nesse espetáculo que tem tudo para ser inesquecível e o protagonista se chama músculo vaginal, a prática do pompuarismo é levada as últimas conseqüências. Algumas mulheres arremessam bolas pela vagina, bananas, retiram correntes e facas da perseguida, e pasmem, até camarões saem voando de dentro de suas fendas. Pobres crustáceos. 

Parece que o público feminino na platéia vai a loucura, aplaude, grita, bate palma. São elas que mais se divertem. Os homens ficam meio aterrorizados com medo de terem seus membros devorados por aquelas vaginas dentadas.

Geralmente não cobram entrada, mas te obrigam a consumir um drinque que custa no mínimo 500 baths, uns 40 reais.

É super proibido tirar fotos, filmar ou qualquer outro tipo de registro que não seja o da memória, esse com certeza persistirá.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mais Ko Phangan

Continuando a séria, praias de Ko Pangan, aqui vão mais algumas dicas, todas no sentido norte da ilha, que podem ser visitadas de moto táxi, scooter, ou táxi boat.

Outra pico que acabei ficando alguns dias hospedada num bangalô na mesma linha pé na areia foi em Cholaklam, local rodeado por uma simpática vila de pescadores com alguns mercadinhos, restaurantes e bares. Paguei cerca de 23 reais o pernoite.
Ao lado do meu chalézinho ficava o restaurante do resort. Ah, tudo aqui eles chama de resort, portanto amplie desde já seu conceito de resort, na Tailândia ele vai de um simples bangalô até um 5 estrelas. No caso o meu chama North Beach, no inglês Tai é Nó Bit, repita comigo, Nó Bit, rs.
No restaurante do Nó Bit são servidas generosos porções no melhor estilo Tai, ou seja, apimentadas, além de massas e hambúrgueres, para não desapontar os paladares mais ocidentalizados.



Restaurante do resort North Beach
Por do sol em Cholaklam

mascote do Nó Bit




De Cholaklam fiz um passeio até Bottle Beach, a tradução seria praia das garrafas, segundo me disseram a praia era bem suja pelos tais recipientes. Felizmente não vi nenhuma. Espera que seja um apelido ultrapassado.

O único acesso a Bottle Beach é de barco, também existem alguns chalés para alugar, mas o lugar, sobretudo na baixa estação é bem tranquilo e isolado, após as 22 horas não tem mais energia. Ideal para quem quer ler e ficar na sua.
E não é que o barqueiro tem pinta de modelo!


Bottle Beach



Cachoeira da botttle beach vista do barco

Enquanto estava em Cholaklam fiz amizade com um australiano de Perth, chamado Ben, que me acompanhou no passeio de Bottle Beach e me convidou para conhecer a praia e o resort, esse sim bem chique, onde estava hospedado no dia seguinte. Acabei num combo praia, cachoeira e fim de tarde no famoso por do sol da bar Amsterdã. 


Ben, australiano gente fina.


Ben´s beach





galerinha relaxando no Amsterdã bar



e a noite cai
E pra terminar o post Ko Panghan decidi finalmente testar minhas habilidades na motorbike. Depois de conhecer uma turista que estava dirigindo pela primeira vez e adorando, ver uma criança dirigindo!!!!!!, inúmeras mulheres e tudo mais, achei que deveria tentar, até porque a ilha é grande, táxi é caro e o melhor jeito de explorar o território é a tal magrela motorizada, além do que, as estradas, ao menos nessa época do ano, são bem tranquilas.

A sensação do vento no rosto, velocidade e estrada rodeada de coqueiros é indiscritivelmente libertadora, no entanto, minhas habilidades são indiscutivelmente ruins. Saldo final: alguns tombos, alguns machucados, gasolina acabando no meio da estrada, felizmente um bom samaritano trouxe um pouco para me tirar do sufoco, e um prejuízo de 130 reais para os reparos na moto. O que a meu ver foi um preço camaradissíma. Quem me conhece sabe, dei uma bela detonadinha no material. Uma amiga minha por muitooo menos teve que pagar o triplo!  Ah, ao menos conheci essa outra maravilha de Ko Panghan chamada Haad Salad. 


Haad Salad










Elefante na beira da estrada



Até o próximo post. Fui!!! (só que não de moto)

sábado, 8 de novembro de 2014

Ko Phangan

foto extraída da internet
A palavra Ko Phangan na internet inevitavelmente estará associada a Full Moon Party, ou festa da lua cheia. A famosa balada teve início algumas décadas atrás, em 1985 ou 86, não se sabe ao certo, quando um grupo de amigos elegeu a lua vista da ilha a mais bonita da Tailândia e resolveu fazer uma festa. Acabou também inspirando o livro A Praia, posteriormente filmado por Di Caprio.

De lá para cá o evento ganhou popularidade incomensurável e nas altas temporadas chega a receber 40 mil turistas dispostos a pintar o corpo com tintas coloridas, usar camisetas que brilham no escuro e dançar até o amanhecer sob efeito de álcool, drogas ou o tradicional milk shake de cogumelos mágicos.  A festa acontece na praia de Haat Hin, que graças ao evento é o lugar onde há mais mochileiros em Ko Phangan.

Na verdade a ilha tem muito mais a oferecer.  Mostrarei aqui alguns bons motivos para vistá-la! As duas concentrações de pousadas de Ko Panghan, que por sinal é bem grande, estão em Haat Rin e Tong Shala.  No entanto, a meu ver,  nenhuma das duas contempla o que espero da ilha.

Rumo ao norte

Em direção ao norte é possível encontrar as paisagens mais
selvagens, praias tranquilas, águas calmas, sombra e coco fresco. A estrada não é muito movimentada, há coqueiros por todos os lados e muita floresta tropical. Tampouco faltam opções de bangalôs para passar uma noite ou mais deitado em uma rede em frente ao mar, contemplando a famosa lua da ilha. A maioria das praias é bem democrática, oferecendo acomodações desde simples e baratas, com ventilador,  em torno de 20 a 30 reais um quarto duplo,  a mais caras e sofisticadas, com ar condicionado ou resorts. 

Ar condicionado nessa época de chuvas é desnecessário, para se ter uma ideia eu desligo o ventilador de tão frescas que são as noites. Ótima oportunidade para dar uma folga ao meio ambiente e ao seu bolso.

Muito difícil elencar as praias mais bonitas, não me incumbirei dessa ingrata missão, no entanto postarei alguns fragmentos de paraísos, assim você decide qual irá, ou talvez todos.

HAAD MAEW - Ko Panghan


Curiosa para dar o fora do meu bangalô, que ficava em Tong Shala e buscando entender a fama da ilha por ter praias bonitas peguei um táxi até Haad Maew, no extremo norte. Aproximadamente 30 minutos da onde estava. Já no caminho comecei a realizar que a coisa ia ficando cada vez mais verde.  Chegando lá gostei tanto do que vi que acabei decidindo passar duas noites no bangalô abaixo.
Bangalô 



Bangalô por dentro, conforto da simplicidade

Luzes do restaurante


Vista do bangalô 




bangalôs mais caros, com ar condicionado.




sábado, 1 de novembro de 2014

Rumo ao golfo da Tailândia


Depois de alguns dias em Bangkok já ansiava por um maior contato com a natureza e parti rumo ao almejado litoral.

Peguei o trem até Surat Thani. São aproximadamente 500 km só que o trem demora 12 horas, mas não é de todo mal, você viaja deitado numa cama, com lençol limpinho e travesseiro, dá super para dormir.


Chegando na estação de trem peguei um ônibus até a balsa, mais duas horas de travessia até Ko Samui, ou seja, foram cerca de 16 horas de viagem de Bangkok até deitar os olhos nesse visual da foto abaixo.


Imagem de Ko Samui assim que desci da balsa

Ko Samui, Ko Panghan e Ko Tao são 3 ilhas irmãs que fazem parte do baixo golfo da Tailândia, cuja profundidade média é 45 metros e máxima de 80 metros. Esta característica faz com que a circulação de água seja lenta, por isso ele é bem calminho, paradão, quase sem onda, como poderá ser visto nas fotos. 

O golfo tem também forte influxo do rios Chayo Praia e Mekong, de modo que sua salinidade é baixa, isso faz com que seja rico em sedimentos. Outra característica desse golfo é a vasta quantidade de corais, tornado-o assim um lugar atraente para mergulhos.





Em Ko Samui fiquei hospedada num bangalô a 10 passos da praia. Da minha varanda, deitada na rede podia ouvir o barulho das ondas, insistindo em ir e voltar…. Uma espécie de tesouro rústico incrustado entre resorts caros. 

A praia é muito bonita, mas não chega a ser arrebatadora, chama-se Bophut e é uma alternativa mais hare hare para quem quer fugir da badalação. Ko Samui é bacana, já tinham me dito que não é exatamente o melhor destino, se você tiver tempo, vale a pena começar por lá, caso contrário vá direto para Ko Panghan.


minha casa, meu bangalô 

Praia de Bophut


Cheguei numa sexta-feira e fiquei sabendo de um big market num lugar chamado Vila do Pescador, a qual a pé da minha pousada dava uns 20 minutos caminhando pela praia. Chegando lá tive a agradável surpresa de me deparar com um mercado imenso, com inúmeras barracas, desde uma infinidade de comidas exóticas, roupas, até artesanatos, enfim, bem agradável. Existem vários desse em Ko Samui, geralmente ele acontecem 1 vez por semana em regiões diferentes da ilha. Não percam!

Na praia em que estava era comum encontrar vendedores ambulantes em canoas, onde é possível encontrar uma deliciosa fruta tropical, um espetinho, ou até mesmo salada ou noodles. Não tem tempo feio, todo lugar é cozinha e toda hora é hora. Além de ser mais higiênico que as nossas barraquinhas. Ah, o preço também é bastante conveniente, apesar do luxo de ter a comida vindo de canoa.

O povo Tailandês é bastante batalhador e criativo, eles sempre dão um jeito garantir a sobrevivência, de modo que dificilmente o turista se entedia. Tem sempre algo novo para ver.

Ko Samui é um ilha grande, muitos turistas alugam moto ou scooter para explorar o local, como mal dirijo bicicleta, optei por andar á pé e de moto táxi, claro que sai mais caro e evidentemente não dá pra conhecer tudo.