quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Golpes de Bangkok

Meu caro amigo leitor, muita calma nessa hora, porque você irá precisar de toda ela e ainda terá que usar a reserva para segurar a onda de Bangkok. 

Segundo a Wikipédia, Bangkok é a capital e cidade mais populosa da Tailândia, além de principal centro financeiro, mercantil e histórico do país. É a décima cidade mais populosa da Ásia e a vigésima mais populosa do mundo. Situada à margem esquerda do rio Chao Phraya, nas proximidades do Golfo da Tailândia, a cidade possui quase 9 milhões de habitantes enquanto a Grande Bangkok reúne 14,6 milhões de habitantes e está localizada na região central da Tailândia.

Como toda babilônia o dinheiro é que dita as regras, e você é um turista, ou seja, um banco 24horas com pernas. Já vou adiantar aqui alguns golpezinhos básicos que terá que lidar.


Os templos estão fechados. 
Você sobe num tuc tuc ou num táxi e pede para ir a um templo, o motorista fala que está fechado aquela hora porque os monges estão rezando e sorrateiramente te leva para alguma loja, onde provavelmente irá ganhar comissão caso decida comprar algo. “Mas eu não pedi para vir nesse raio de loja“. Já era amigo, um motorista levou duas conhecidas brasileiras numa loja de terno!!! Hellou, da próxima tente uma de roupas ou bijuterias.

Peguei o busão errado para ir a um templo, então desci num ponto qualquer, e abri meu mapa, fazendo a linha turistona mesmo. Um tailandês se aproximou e puxou assunto, perguntou se eu tinha planos de viagem, eu disse não, então ele me disse que o templo estava fechado e me indicou uma agencia de viagens onde eu deveria ir. Não contente ele chamou um motorista de tuc tuc e me disse aonde ele deveria me levar, eu disse que não iria, e ele saiu bufando de raiva. Resolvi acatar a ideia do cara e ir a tal agencia.

Chegando lá fui recebida por Ton, que me ofereceu um pacote bem interessante por um preço legal para o litoral, acabei fechando, estava completamente perdida, sem saber o que fazer e pra onde ir, ou seja, a presa perfeita!  Precisava desesperadamente de um norte. 

Depois descobri que essa história de templo fechado não existe e fiquei super insegura de ser um pacote fantasma. No final das contas os hotéis existiam, mas o esquema mesmo é que o próprio mochileiro escolha os hotéis e praias em que ele quer ficar, acabei pagando mais por causa da comissão dele!

Conheci umas brasileiras que passaram por situação idêntica e acabaram fechando um pacote, aliás, quase todos os turista que conheci até agora vieram nesse esqueminha. A máfia dos tuc tucs com as agencias é tão eficiente meu caro leitor, que arrisco dizer que mesmo lendo meu blog você acabará fechando o tal pacote.

Isso acaba cerceando um pouco sua liberdade de ir e vir, pois a medida que vai descobrindo outros lugares e preços menores, é natural que queira migrar e muitas vezes deixará de fazer isso em função do dinheiro outrora investido. 

No total gastei 633 dólares por estádia e transporte durante 21 dias, uma média de 30 dólares por dia. Acredito que se tivesse feito por conta própria teria gasto uns 450 dólares ou menos. Sugiro que o turista faça um pacote enxuto, só para que se sinta mais seguro. Uma vez nos lugares já é possível entender a dinâmica das coisas e elaborar seu próprio roteiro. Quanto menor a mala melhor.

Outro golpe que cai foi quando pedi para o motorista me deixar na balsa para cruzar o rio e visitar um templo e ele me levou a um lugar de passeios privados, bem caro. Mas nesse momento já estava uma pilha de nervos e comecei a chorar e gritar com a moça do balcão, detalhe; não se aumenta o tom de voz na Tailândia, é uma questão cultural. 

Enfim, acabei falando que aquilo não era honesto e apelei até para Buda, disse que o iluminado era testemunha daquela pilantragi… No final das contas o motorista se sentiu culpado e me levou ao lugar certo, onde consegui pegar a balsa por alguns centavos apenas. Quem não chora não mama.

Mas nem só de golpes vive em Bangkok….

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